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As Lendas de Dandara é um livro que mistura ficção, história e um toque de fantasia, onde são narrados dez contos sobre a guerreira quilombola Dandara dos Palmares, companheira de Zumbi dos Palmares. Escrito pela autora feminista Jarid Arraes e ilustrado por Aline Valek, o livro conta sobre a vida de Dandara desde o seu nascimento, explicando sua origem, suas conquistas e suas lutas.


Este livro é uma pequena coletânea de ricos contos africanos.

Quem já é fã do livro “Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar” (TantaTinta, 2007) vai rever esta aventura, desta vez em quadrinhos. Quem não as conhece vai conhecer: as meninas Bia, Tatá e Ritinha, que ganharam novas versões pelas mãos do ilustrador André Zan. A história ganha ainda mais vivacidade graças à linguagem ágil e tom cômico dos quadrinhos, facilitando a leitura e convidando a refletir de forma lúdica sobre discriminação racial no Brasil.

A descoberta da beleza própria e a auto-aceitação são o assunto central deste livro. A história da amizade entre três meninas negras e pobres, que enfrentam as manifestações preconceituosas com relação ao seu cabelo crespo e vão, aos poucos, aprendendo a aceita-lo, a brincar com ele e amá-lo do jeito que é. Surgem novos penteados e com eles também novas formas de ver a si e ao outro, coragem e ousadia para fazer e ser diferente.
Com imagens que falam do refinamento da criação de penteados como esculturas, o livro mostra a arte de trançar cabelos crespos e lanosos como uma identidade cultural entre africanos e afrodescendentes brasileiros. Raul Lody passeia pela história da chegada daqueles povos ao Brasil, as lutas pela independência, o significado da cabeça e dos cabelos para a identidade negra e, ao final, enfoca cabeleireiros especializados em penteados afros que mostram como mantêm a estética de seus antepassados.


Uma linda menina de fita no cabelo desperta a admiração de um coelho branco, que deseja ter uma filha tão pretinha como ela. Mas antes precisa descobrir o segredo de como ter aquela cor.

Quanto o assunto aparência surge na roda de meninos e meninas é sinal que em pouco tempo uma opinião inocente pode virar uma crítica implacável como só as crianças sabem fazer. Peso, altura, e um simples penteado fora do padrão podem causar problemas se a criança não possuir a autoestima de Cora.
Cora é uma menina como as outras, que adora ir à escola e é bastante orgulhosa do seu cabelo. Ele não é liso como o das outras meninas. É crespo como o de sua Tia Vilma e sua avó.
Mas talvez O cabelo de Cora não pareça tão belo para suas colegas e ela pode precisar de um empurrãozinho para aprender a amá-lo de novo e a dizer para todo mundo o quanto ele é bonito do jeito que ele é.
Cora descobre que seu cabelo é a sua marca. Ela tem cabelo crespo. Você tem cabelo liso. Divirta-se com a história de Cora e faça de sua diferença sua exclusividade.

Tayó é uma menina negra que tem orgulho do cabelo crespo com penteado black power, enfeitando-o das mais diversas formas. A autora apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar asagressões dos colegas de classe, que dizem que seu cabelo é “ruim”. Mas como pode ser ruim um cabelo “fofo, lindo e cheiroso”? “Vocês estão com dor de cotovelo porque não podem carregar o mundo nos cabelos”,responde a garota para os colegas. Com essa narrativa, a autora transforma o enorme cabelo crespo de Tayó numa metáfora para a riqueza cultural de um povo e para a riqueza da imaginação de uma menina sadia.


As tranças de Bintou é um dos maiores sucessos do catálogo infantojuvenil da Cosac Naify, com mais de 70 mil exemplares vendidos, adquirido pelo governo brasileiro para equipar bibliotecas públicas e adotado em dezenas de escolas de todo o país. A nova edição contém texto de orelha do antropólogo e professor da Unesp Omar Ribeiro Thomaz. A autora Sylviane A. Diouf, estudiosa da cultura e da história da África, nos apresenta Bintou, uma menina negra que não se contenta com seus birotes no cabelo e sonha usar tranças como sua irmã mais velha. A história encanta pela maneira cuidadosa e doce com que trata, a partir de um contexto cultural específico, um momento universal: a passagem da infância para a adolescência. Um livro que nos revela a beleza de cada fase da vida e nos permite repensar o Brasil por meio dos costumes africanos.

Neste livro, Luana traçará um diálogo entre os primeiros habitantes da nossa terra e os navegantes que aqui chegaram. Ela utiliza um berimbau mágico para nos transportar ao passado

O garoto Eno é levado a se perguntar pela sua origem. Negro, ele percebe o preconceito da professora que sugere que Eno pinte o desenho da mãe, negra, de amarelo por ser uma cor mais bonita. Não pode haver tristeza maior para o seu coração. A mãe, que ele tanto amava e era tão linda! E a professora era professora, afinal tão difícil era contestá-la. Mesmo triste, Eno procura saber no dicionário uma explicação para o preconceito. O dicionário não ajudou e ele seguia triste até que o avô tem uma conversa decisiva com ele. E mais do que conversa, aconchegou-o com todo amor. Quer força maior contra o preconce






Uma divertida família se reúne para uma festa-surpresa. Enquanto o aniversariante não chega, todos querem brincar, agarrar e beijar o bebê da casa.
Em muitos países africanos, trançar os cabelos ou fazer penteados é uma arte muito antiga, ensinada de geração em geração. Cada região do continente tem seu estilo e os penteados, geralmente, indicam o status, idade ou etnia do indivíduo. Em O mundo começa na cabeça, Prisca, sem se ater aos códigos sociais, trata dessa arte singular e interessante, sob um olhar poético e lúdico. Na família de Minosse, desde cedo as meninas aprendem a tradição: na hora do banho, as mulheres fazem esculturas com o cabelo, porque para elas "o cabelo feminino é como a raiz da árvore, o lugar onde tudo começa". Para Minosse, essa arte de tecer os fios dá passagem para falar de um mundo mais vasto e intenso. Um mundo de histórias que falam da origem de tudo, em um tempo em que o pensamento começa e acaba na cabeça.
Esta história começa porque certa vez uma menininha, de frente para o espelho, se perguntou: "O mesmo penteado todo dia? não!" Acontece que a Ritinha... ah, você precisa conhecer essa menina
No livro, a menina Flora, observa, contempla, admira, respeita e vivencia zelosamente o ciclo da vida. Surpreende-se diante da força da natureza, da importância da terra para cada novo período de gestação.

Em Gosto de África, o escritor Joel Rufino dos Santos, também historiador e professor universitário, recupera lendas, mitos e tradições da cultura negra e os transforma em sete histórias: As Pérolas de Cadija, O Filho de Luísa, A Sagrada Família, O Leão de Mali, Bonsucesso dos Pretos, Bumba-meu Boi e A Casa da Flor. Contadas por quem sabe cativar o leitor, a narrativa flui com simplicidade, como se saísse da boca dos velhos contadores de história... “Uma boa história pode começar de qualquer maneira. Esta começa com uma quitandeira da Bahia.../ Essa história aconteceu há dez mil anos.../ No interior do Maranhão tem uma vila.../ Esta é uma história de vontade. Numa fazenda de gado à beira do rio São Francisco”... Através destas histórias pode-se descobrir outros tempos, outros lugares e outros valores. E, assim, ter outro olhar para o presente e para o futuro.
Griot é o contador de histórias africano que passa a tradição dos antepassados de geração em geração. O objetivo dessa coleção é trabalhar a identidade afrodescendente na imaginação infantil. E é justamente à imaginação que esses livros falam a partir de uma composição de textos curtos e poéticos, associados a ilustrações. Modo lúdico de reforçar a autoestima da criança a partir da valorização de seus antepassados, de sua cultura e de sua cor.
Tânia é uma menina de 10 anos, negra e pobre. Um dia, sua família decide mudar de vida. Seus pais, contratados para cuidar da casa de veraneio dos patrões, partem esperançosos para o litoral. Tânia defronta-se então com a dura realidade do preconceito. Uma experiência amarga que a levará ao encontro de sua verdadeira identidade.

Vítima da pobreza que lhe cobrou uma perna em um acidente de caminhão, Ciça ainda frequenta a escola, mas a família, colhedores de café, boias-frias, continua condenada à exploração e miséria. A mãe de Ciça morre e, sob os cuidados do padrasto, a família parte de mudança para outra região - Marília (SP) - com esperança de trabalho. Enquanto dormia na rodoviária de São Paulo, aguardando o ônibus que os levaria à cidade do interior, Ciça foi acordada por Macalé (filho do padrasto), informando que ela iria para um abrigo de meninas, onde retomaria os estudos, enquanto o padrasto e ele seguiriam sozinhos para Marília, com a promessa de vir buscá-la. Na primeira noite no abrigo, depois de se alimentar bem, Ciça é acordada para conhecer Sílvia, a rainha da Suécia, que acendeu um fio de esperança na vida da menina.

É o primeiro dia de aula de Kelo, no Chade, na África. As crianças caminham pela estrada. 'Vou ganhar um caderno?', pergunta Tomás. 'Vou ganhar um lápis? Vou aprender a ler como vocês?'. Mas quando ele e as outras crianças chegam à escola, não há sala de aula nem carteiras. Apenas uma professora. 'A primeira lição é construir a nossa escola', diz ela

Um passeio pelo Egito - Pirâmides, múmias e a influência árabe. Um passeio pelo Quênia - Conhecendo um lugar muito especial. Morando um ano em Angola - Origens e costumes de nossos antepassados, que vieram como escravos para o Brasil.

A obra retrata o universo mítico africano representado pela Galinha d´angola e sua relação com a criação do universo.

Durante dez anos, Rachel Isadora percorreu vários países da África, inspirando-se para adaptar contos de fadas, como esta história de Hans Christian Andersen. Suas ilustrações procuram levar os leitores até as belas paisagens africanas, onde uma pequenina ervilha será capaz de mudar destinos. O esperto João decide assar um bolo para a princesa e ele só precisa agora seguir caminho até o castelo. O que pode dar errado?
O casamento da princesa é uma história repleta de simbologia e significados. Abena é uma princesa africana disputada por seus pretendentes - o Fogo e a Chuva. Ambos terão de passar por uma prova de resistência para conseguir a mão da filha do Rei.


Lulu adora livros e ama visitar a biblioteca do bairro para descobrir novas histórias. Lá ela descobriu também que as bibliotecas são lugares divertidos e aconchegantes, onde ela pode fazer novas amizades

Histórias para ler, contar, divertir-se e conhecer um pouco dos costumes africanos, nos quais os animais fazem parte do imaginário popular. As fábulas e os contos são ouvidos pelas crianças em volta da fogueira, enquanto o personagem contador inventa sons para enriquecer as fantásticas narrativas. São histórias que encantam e despertam a imaginação

O livro reúne histórias que traduzem as muitas Áfricas dentro de um único continente. Das terras quentes do Saara às selvas e às savanas, os textos remetem aos cantos e contos populares entre os povos.

A proposta de 'Três contos africanos de adivinhação' - além de recontar três narrativas recolhidas da literatura oral nigeriana - é de interagir com o leitor, desafiando-o a solucionar os enigmas apresentados às personagens, antes do desfecho das histórias. Em 'Os três gravetos' e 'As três moedas de ouro', as personagens têm que desmascarar malfeitores e ladrões; em 'Três mercadorias muito estranhas', um ancião precisar fazer a travessia do Rio Níger, em um pequeno barco, para levar um leopardo, uma cabra e um saco de inhame, driblando a cadeia alimentar. Os textos são resgates de narrativas africanas, cuja literatura tem como um dos propósitos transmitir ensinamentos de ética para uma boa convivência.

Adetutu, uma jovem mãe africana, é aprisionada por caçadores de escravos e transportada ao Brasil em um navio negreiro.
Durante a viagem, ela sonha com a criação do mundo pelos orixás, deuses de seu povo. Em seu sonho ela torce para
Oxalá realizar sua missão com sucesso, ganha a cumplicidade de Exu, vibra com a atuação de Xangô, emociona-se com
Iemanjá. Numa sacolinha de segredos que leva pendurada no pescoço,Adetutu guarda pequenas lembranças com que os
orixás a presenteiam. Segredos que serão usados trinta anos depois, já no Brasil.
Os contos e lendas mostrados em seus sonhos fazem parte do patrimônio mitológico iorubá que o Brasil herdou da África e que aqui se preservou ao longo de mais de um século, contado de boca em boca, transmitido de geração a geração.
E que hoje é parte constitutiva da nossa cultura

Quando o sol acorda nos céu das savanas, uma luz fina se espalha sobre a vegetação escura e rasteira. O dia aquece e é hora de descobrir muitas aventuras. OBAX percorre a savana africana com a sua imaginação.


Era uma vez um país chamado Brasil. Depois que os portugueses tomaram posse do país, trouxeram da África muitos negros para trabalhar como escravos. Eles trouxeram suas músicas, suas danças, suas línguas, sua religião e muitos outros costumes, que com o passar dos anos, foram se misturarando com os dos índios que aqui moravam e com os dos portugueses. Vários desses costumes viraram partes importantes da cultura do país, mas muita gente não se lembra de que eles foram trazidos pelos escravos. A coleção Lembranças Africanas fala dessa herança. Em feijoada, Sonia Rosa conta como uma iguaria originalmente trazida pelos Portugueses — feijão com miúdos de porco — foi adotada pelos escravos, que a ela adicionaram outros sabores: feijão-mulatinho e preto do Brasil, arroz, couve, farofa, laranjas... E assim nasceu o cartão de visitas da cozinha brasileira.

Ícone da cultura popular baiana, o herói capoeirista Besouro ganha voz neste romance, contando os casos e histórias que o tornaram famoso. Ao misturar lenda, fantasia e realidade, Marco Carvalho mostra como um homem comum se transformou em um personagem mítico.
Era uma vez um país chamado Brasil. Depois que os portugueses tomaram posse do país, trouxeram da África muitos negros para trabalhar como escravos. Eles trouxeram suas músicas, suas danças, suas línguas, sua religião e muitos outros costumes, que com o passar dos anos, foram se misturarando com os dos índios que aqui moravam e com os dos portugueses. Vários desses costumes viraram partes importantes da cultura do país, mas muita gente não se lembra de que eles foram trazidos pelos escravos. A coleção Lembranças Africanas fala dessa herança. O tabuleiro da baiana, mais recente lançamento da coleção, traz para o universo infantil a graça e o encanto desse personagem tão típico do cenário brasileiro - a vendedoras de quitutes que ficaram conhecidas em todo o país como 'baianas'. As roupas, o tabuleiro e os pratos típicos da culinária baiana são sua 'marca registrada

Tudo acontece num curto trajeto de ônibus em Belo Horizonte. Gabriela, a menina, está sentada em um banco enquanto o irmão e a mãe seguem em outro. A autora se senta do lado dela. Em alguns minutos, Gabriela esquadrinha o mundo para a refém de seus encantos - ela é princesa do Daomé porque seu pai, um fotógrafo alemão, reconheceu na mãe dela o porte inconfundível de rainha. Como o pai, ela quer ser fotógrafa, mas precisa primeiro aprender a enxergar as cores e as coisas. Entre seus heróis, ela é princesa e o irmão de dois anos é um guerreiro porque superou uma doença grave. Pedro se curou porque aprendeu a enfrentar o medo com a ajuda dos ancestrais africanos. Mas essas passagens são só amostras da eloquência de Gabriela, no livro tem mais.

A cartilha traz a história de grandes guerreiras da África e do Brasil afim de elevar a auto-estima das mulheres que são constantemente esquecidas nas salas de aula de nossas escolas e dos meios de comunicação de massa.

Os orixás são deuses que inventam brincadeiras, brigam, se apaixonam, choram, contam histórias, fazem molecagens e até recebem castigos. Quem são essas divindades? Como surgiram? Como vieram parar no Brasil? Ogum, o rei de muitas facestraz histórias de orixás e descreve as suas principais características, mostrando esse lado especial da nossa cultura que é a herança dos povos africanos.
Além de contar histórias, o livro fala das origens do candomblé e discute aspectos da sua história social. Ao nos aproximar desse universo, Ogum mostra que os deuses podem ser como nós: espertos e preguiçosos, sábios e engraçados, irrequietos e misteriosos.

Dizem que ela tem sete nomes, mas é uma só, à qual se chega por sete caminhos. Rainha universal, senhora mãe do mundo. Deusa dos antigos egbás, povo nigeriano de língua ioruba, tinha seu palácio no fundo do oceano. Em Abeokutá, para onde este povo migrou mais tarde, Yemanjá se tornou a divindade do rio Ogun. Nestas regiões da África, é representada por uma mulher grávida. No Brasil e em Cuba, Yemanjá é uma sereia a quem as comunidades praianas dão oferendas com pompa e grandes festejos.

Lelê não gosta do que vê - de onde vem tantos cachinhos? Ela vive a se perguntar. E essa resposta ela encontra num livro, em que descobre sua história e a beleza da herança africana

Andando pela rua, uma menina percebe, nas pessoas que passam, um ar preocupado, ou triste, ou aborrecido. Parecem todos apáticos, levando uma vida descolorida e sem alegria. Por mais que tente, a menina não consegue contato com essas pessoas. Aos poucos, vai ficando contaminada pela desolação geral e começa, ela também, a desbotar. De repente, escuta o TUM-TUM do próprio coração e tem uma idéia. Vai em casa, pega um pequeno tambor e sai pelas ruas tocando com força, enchendo o ar de TUM-TUNS contagiantes, arrebatando as pessoas, que ganham vida, recuperam suas cores e entram no cortejo de música e alegria que segue a menina e seu tambor.

O que dar de presente para uma princesinha mimada que tem muito mais do que precisa? A rainha pergunta a Arabela o que ela quer ganhar de aniversário. Ora, simplesmente um elefante de verdade! Assim, os pais da pequena tirana movem mundos e fundos para atender tal capricho. Mas, por fim, o próprio 'bichinho' de estimação vai ensinar a Arabela que ela não é a única pessoa do mundo cheia de vontades...

Omo-Oba - Histórias de Princesas', reconta mitos africanos, divulgados nas comunidades de tradição ketu, pouco conhecidos pelo público em geral e que reforçam os diferentes modos de ser femininos. Dividido em seis mitos, relata as histórias de Oiá, Oxum, Iemanjá, Olocum, Ajê Xalugá e Oduduá.

Descubra como o amazonense e o paraense, como o africano da África do Sul e de Uganda e, por fim, os Astecas vêem a vida. São várias culturas pensando o mundo de forma muito diversa. Aventura, drama e paixão percorrem estas páginas.
'Do outro lado tem segredos' conta as aventuras de Bino até ele descobrir o que há do outro lado. Uma das descobertas do garoto é que da África chegaram milhões de negros como ele, vindos como escravos para o Brasil. E ao longo das suas investigações para saber o que há do outro lado, Bino é ajudado por seu avô, seu irmão e outras pessoas que sabem os segredos do outro lado.


Angola, Guiné, Costa do Marfim, Senegal, Congo. Em 'Um passeio pela África', os jovens brasileiros Zezinha, Gustavo e Inácio se aventuram por um continente que, na maioria das vezes, conhecemos apenas dos Atlas geográficos. Costa e Silva propõe um roteiro em que olha para o passado africano - mostrando as diferenças culturais entre os vários povos que vieram para o Brasil como escravos e ajudaram a formar nossa cultura - mas também aponta para o futuro. Fugindo dos clichês, ele revela para os jovens leitores uma África urbana e moderna, sem deixar de destacar as peculiaridades de cada país visitado por seu trio de personagens.
Sobre a cabeça que pensa e recorda nada melhor que colocar tranças. O penteado requer mãos habilidosas e uma grande alegria de reafirmar valores ancestrais. Com esses elementos, é possível entrelaçar cabelos e aproximar cabeças que pensando juntas pensam muito melhor. A lição do penteado, Betina aprendeu da amorosa avó e a avó aprendeu com a mãe dela que aprendeu com outra mãe que tinha aprendido com uma tia. Só que Betina foi além e espalhou a lição para filhas e filhos, mães e avós que não eram os dela. Ela abriu um salão de beleza diferente e ficou conhecida em vários lugares do país. Mas Nilma Lino Gomes tem muito mais detalhes deliciosos dessa linda história.

Núbia tem 10 anos. Todo ano sua escola participa da Olimpíada da Cidadania, uma competição cultural entre as escolas de todo o estado. Ela dá prêmios incríveis para os alunos vencedores e também para as escolas. Este ano o tema é “A África e os descendentes africanos no Brasil”. Se ela passar nessa etapa, vai ser uma correria para pesquisar e fazer o trabalho, mas será também uma divertida e curiosa aventura. E o prêmio é uma viagem ao Egito!

Depois da guerra que devastou Mboasu,um país africano imaginário, os pais não conseguem mais cuidar de seus filhos. Estes são expulsos de casa, acusados de serem a causa de todos os males. Contornos do dia que vem vindo conta a trajetória de uma dessas crianças uma menina chamada Musango, determinada a reencontrar sua mãe para, assim, compreender a sua própria história. Ao acompanharmos a busca de Musango, testemunhamos a angústia e o crescimento de uma criança perdida no meio de um país atormentado pela violência, pela prostituição e pela superstição religiosa. O olhar com que a jovem observa a África, o seu povo e a vida, que ama e odeia ao mesmo tempo, é o de alguém que foi obrigado a crescer rapidamente, mas que, apesar disso, segue cheio de esperanças no futuro.

Quando a graciosidade africana toma conta de nosso imaginário sentimos a força da beleza dos povos negros. 'Doce Princesa Negra'. Sugere esta lembrança. De uma África que precisamos lembrar. A personagem entrelaça alegria, talento, com a graciosa beleza esperta que encanta o leitor de todas as idades.

Em tempos imemoriais, na África negra, um poderoso rei chamado Xangô tinha a habilidade de botar fogo pela boca. Ao exercitar esse poder para usar na guerra, acabou provocando uma tragédia para si próprio e seu povo. Mais tarde Xangô foi transformado numa divindade, num orixá. Essa e outras histórias fazem parte de 'Xangô, o trovão', uma continuação da saga dos orixás, os deuses africanos que foram trazidos para o Brasil pelos escravos negros, apresentada no livro 'Ifá, o adivinho'.

Este romance histórico narra a incrível e verdadeira história de dona Ana de Souza (1583-1663). Senhora de um reino poderoso nos vastos sertões da costa ocidental da África, dizimado e reconstruído vezes seguidas, ela exerceu seu poder com inteligência e originalidade. Astuta nas negociações políticas, a Rainha Ginga estabeleceu alianças diplomáticas com os holandeses, ao mesmo tempo em que comandava os seus exércitos contra outros reis africanos, e tropas luso-brasileiras. Ardilosa, vaidosa, adotou uma coleção de esposas (na realidade homens, vestidos como mulheres) e se casou várias vezes com chefes militares que desejava como aliados políticos. O renomado escritor José Eduardo Agualusa recupera a trajetória desta poderosa rainha, compondo uma história de amor, sexo e poder.

O pequeno Yomi vive em uma aldeia simples. Um dia ele adoece gravemente e precisa ser examinado num hospital que fica em uma cidade distante. Com o filho nos braços, a mãe de Yomi inicia a longa. Para distrair e encorajar o filho, ela conta a história do pequeno senhor tartaruga. Com as cores fortes que caracterizam a coragem do continente africano, este é um relato terno e comovente.
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