
O tear africano de cada dia tece o pano e tece a trama da vida. Africanidades e afrodescendentes constituem um dos eixos fundamentais da construção do Brasil. Este livro reúne contos escritos durante um período de dez anos de militância do autor. Os contos buscam retratar uma visão da sociedade brasileira nas suas contradições étnicas. Quilombos e quilombolas figuram não só como símbolos de luta e vitória, mas também como portadores da sabedoria e dignos contribuidores para o saber da humanidade.

Este livro conta a história de uma cabra muito esperta, querendo proteger seu filhote, mente para vários bichos da floresta, sugerindo que o cabritinho é mestiço desses animais. Desconfiado, o leopardo a persegue. Qual será o fim da cabra e do seu filhote?

Marisa era uma moça linda que vivia em uma aldeia e só queria se casar quando se apaixonasse por alguém. Mas os costumes da região e a proposta de casamento do Rei vão forçar Marisa a abandonar o seu sonho.”
“Esta bela história da coleção Afro-Brasileira é contada tradicionalmente há muitas gerações na região de Moçambique, de onde vieram para o Brasil, trazidos como escravos, os povos que falavam o banto.

Amanhecer Esmeralda" conta a história de Manhã, uma menina negra e pobre que vive na periferia de uma grande cidade e está sempre para baixo porque sua vida não é nada fácil.
A história de Manhã é uma espécie de conto de fadas moderno. Mas no lugar de um sapatinho de cristal, esta "gata borralheira" ganha de presente um vestido esmeralda. E sua vida muda para sempre.

O livro aproxima as crianças da capoeira por meio de figuras lendárias das religiões de matriz africana, que marcaram profundamente o desenvolvimento da cultura brasileira.

A Praia Do Bispo é um bairro tranquilo de Luanda: o velho pescador cuida de sua rede, o vendedor de gasolina espera um cliente que nunca chega, avó Agnette e avóCatarina conversam com a vizinha e ralham com os miúdos. As obras de um mausoléu, porém, transformam e ameaçam o cotidiano: soldados soviéticos comandam os trabalhos de construção do monumento, e o projeto de revitalização do local ameaça desalojar os moradores.
As crianças da Praia do Bispo assistem a tudo com seus olhos inocentes mas agudos, e divertem-se com as brincadeiras de rua e com a presença extravagante dos estrangeiros. Elas começam a desconfiar que os "lagostas azuis", como chamam os soviéticos, podem estar tramando algo confidencial. Mas o segredo do soviético pode ter a ver com outras coisas: a enorme quantidade de sal grosso encontrada no depósito da construção, os pássaros de plumagens coloridas mantidos presos em gaiolas ou a dinamite estocada nos barracões do canteiro das obras.
Avó Dezanove e o segredo do soviético é um romance que ultrapassa o horizonte histórico e biográfico para resultar num relato ficcional amparado na poesia da imaginação, no humor inocente da infância e na linguagem que combina o sabor da oralidade do português angolano ao talento narrativo de um jovem escritor africano.

Quantos vagões, quantos trilhos, quanta carga, quantos viajantes e ferros de passar passaram por sua vida, toda vivida ao lado de vô Francisco. Enquanto tirava os mais escondidos amassadinhos da roupa, recordou o ferro de passar alimentado por brasas, o motor à lenha da Maria-fumaça, as roupas da juventude passadas pelo ferro antigo, as conquistas de família, a consagração de vô Francisco como artista, a vida simples e feliz que os inscrevera no mundo. Como seria, agora, a vida sem ele?
Meu Título

O livro trata da História do Rei Galanga, conhecido como Chico Rei, um rei africano que teve seu reinado invadido pelos portugueses e fora trazido com sua família e outras pessoas de seu grupo para o Brasil na condição de escravos

Uma rica narrativa que reconta a vida de 'Chico Rei', lendário rei de uma tribo africana trazido ao Brasil na condição de escravo e que depois consegue sua alforria e inicia o movimento das congadas em Minas Gerais. O livro conta brevemente a trajetória de grupos escravos e sua saga na busca pela própria libertação. Além disso, faz uma breve síntese de costumes e hábitos africanos mantidos pelos escravos e que se preservam até os dias de hoje no Brasil. A mistura de elementos da cultura africana, a cultura trazida pelos europeus, inclusive no aspecto religioso, dará origem a um jeito bem próprio de viver do povo brasileiro.

Símbolo de coragem e paz para toda a humanidade, Nelson Mandela liderou a resistência contra décadas de apartheid na África do Sul e é amado e admirado no mundo inteiro. Depois de 27 anos na prisão, reconquistou enfim a liberdade e, em 1994, foi eleito o primeiro presidente negro de seu país. Com um texto emocionante de Alain Serres e belas ilustrações de Zaü, o livro apresenta a história desse grande homem, cuja luta a favor da união dos povos de todas as cores é fonte permanente de inspiração.
A obra, que integra o catálogo da Pequena Zahar, conta ainda com a seção "Para compreender melhor", em que o leitor encontrará material de pesquisa que inclui: palavras-chave, fotos, um mapa e uma cronologia da vida de Mandela.

O autor apresenta aos leitores a história de Nelson Madiba Mandela, desde seu nascimento até os dias atuais. Nesta obra, os leitores poderão conhecer mais um pouco sobre o líder sul-africano que se destacou pela luta contra o apartheid (regime de segregação racial implantado na África do Sul entre 1948 e 1994).

Mateus é negro como a noite e escuro como um mistério. E é um menino adoptado. A sua mamã conta-lhe que ele nasceu numa ilha muito distante... Porque é que é tão difícil para os seus colegas da escola entender isso?

Como seria a vida de um escravo no Brasil colonial? Em Tumbu, Marconi Leal conta a história de um garoto africano que atravessa o Oceano Atlântico escondido em um navio para tentar encontrar os seus pais, raptados e vendidos a traficantes negreiros por uma tribo rival. Inocente, mas também inteligente e audacioso, Tumbu não fazia ideia dos sofrimentos e das aventuras que viveria em solo brasileiro. Narrado pelo próprio personagem, este romance aborda a escravidão e a vida na colônia portuguesa do ponto de vista de um menino negro, tratando com originalidade e poesia um dos momentos mais importantes, e terríveis, de nossa história.

A protagonista deste livro se indaga por que ela não podia ser igual a uma princesa e vai até a casa da avó com este questionamento na ponta da língua. A menina vive então uma transformação ao descobrir a história de princesas africanas que existiram de verdade e até vieram para o Brasil. Explorando elementos da cultura africana, Luiz Antonio busca falar da busca da identidade nesta obra.

Ensinar às crianças valores de sociabilidade é preocupação de todo pais e educador. E foi na cultura africana que a autora Angela Shelf Medearis buscou alguns dos conceitos fundamentais para um bom aprendizado. O feriado de Kwanzaa, comemorado por afro-descentes das Américas, é uma forma de celebrar a família, a comunidade e a cultura negras. Comemorado dos dias 26 de dezembro ao 1o de janeiro, Kwanzaa significa 'primeiros frutos' na língua suaíli. Os sete princípios básicos (Nguzo Saba) para essa celebração são - unidade, autodeterminação, trabalho coletivo e responsabilidade, cooperação econômica, motivo, criatividade e fé. O livro conta a história dos irmãos da tribo axanti que não conseguem se entender e sempre discutem por motivos banais. Desgostoso, o pai morre deixando aos filhos sete novelos de linha colorida e uma incumbência - transformá-los em ouro, até o pôr-do-sol. A pena para o não cumprimento da tarefa é a expulsão de casa. As ilustrações, em xilogravura de cores fortes, traduzem pictoricamente a força vital da cultura africana.

Catapimba é um garoto legal. Amigo da turma toda, centroavante e secretário do Estrela-D'Alva Futebol Clube, com ele o tempo só esquenta quando o Armandinho não apita o jogo direito. Nos livros desta série, cada história é uma aventura, sempre contada daquele jeito gostoso, característico de Ruth Rocha! Em 'O piquenique do Catapimba' a Turma da Nossa Rua vai se divertir bastante. E vai descobrir uma nova maneira de ver a turma do Sai-da-frente, moradores da rua de baixo.

Ynari é uma menina com cinco tranças e muita vontade de conhecer as palavras do mundo. Certa manhã, passeando perto do rio, Ynari encontra um homem pequenino, de uma aldeia distante da sua, onde vivem muitos seres pequenos por fora e grandes por dentro, cada um com um dom mágico. Lá existe o velho muito velho que inventa as palavras e a velha muito velha que destrói as palavras.
Nessa sua jornada, Ynari também acaba descobrindo que a guerra faz parte do mundo: cinco aldeias da região estão lutando, cada qual por não ter algo que as outras aldeias possuem. Com a ajuda de suas cinco tranças, a menina vai dar aos povos as palavras que enfim lhes faltavam, mostrando que as crianças, com muita magia e ternura, podem mudar as aldeias e as ideias e acabar com todas as guerras.

O vento, depois as águas, o barro, fazem parte da vida de uma sementinha que existe em toda a África. Dependendo de onde nasce, recebe um nome. Baobá mas também Embondeiro. Por viver até seis mil anos, se transformar num gigante na altura e na cintura, inspira muitas histórias para quem vive em torno dela. E convidamos o leitor para saborear algumas delas. A proposta deste livro é como um abraço em torno de uma idéia. Heloisa convidou o Georges, da Costa do Marfim e o Mário que vive em Moçambique para escreverem. Depois a Véronique, que vive na África do Sul, para desenhar. Debaixo dessa árvore da palavra entenderam que é muito gostoso conversar com a África mais do que sobre a África. Em torno dela, ouviram histórias, brincaram com os jogos que existem com suas sementes, viram muitas fotos e a fotografaram também no Brasil. É assim, convidando para um abraço carinhoso esta proposta literária. O livro traz um divertido presente; o awalé ou mathacozona. De origem africana, contam que o jogo é originário do norte do Golfo de Guiné, de onde começou a viajar pelo continente, e depois, pelo mundo. Todo jogo tem uma estratégia. O awalé baseia-se na redistribuição contínua das sementes. As estratégias são exercícios de calculus matemáticos, a lógica e a concentração. Tudo isso numa irresistível brincadeira! Mas é, sobretudo, um jogo baseado na generosidade; para ganhar, um jogador tem que saber doar ao seu adversário.

As Histórias da Preta falam de um povo que veio para o Brasil à força. Homens, mulheres e crianças que foram arrancados de suas terras e tiveram de trabalhar como escravos. Perderam toda a liberdade, sofreram muito. No entanto, sobreviveram à escravidão e acabaram fazendo do Brasil sua segunda casa. Como é ser negro neste país? Faz diferença ou tanto faz? Reunindo informação histórica, reflexão intelectual, estímulos ao exercício da cidadania e historinhas propriamente ditas (tiradas da mitologia africana, por exemplo), a autora fala sobre a população negra no Brasil, com a experiência de quem já foi alvo de racismo.

Bem-humoradas e cheias de sabedoria, as histórias de Ananse são inacreditáveis. Transmitidas oralmente e muito populares em Gana, na África Ocidental, elas falam de costumes, tradição, ética e respeito, mantendo-se vivas na memória do povo há muito tempo. Ananse é uma aranha que se comporta como gente. Às vezes ela se dá bem, às vezes se mete em enrascada.

Em tempos antigos, na África negra, um adivinho chamado Ifá jogava seus búzios mágicos e desvendava o destino das pessoas que o consultavam. Ele as ajudava a resolver todo tipo de problema, mas o que mais gostava de fazer era auxiliá-las a se defender da Morte. Um dia, a Morte, irritada com a intromissão de Ifá em seus negócios, decidiu acabar com ele. Ifá foi salvo da Morte pela intervenção de uma corajosa donzela chamada Euá, e pôde continuar seu trabalho de ler a sorte, predizer o futuro e proteger as pessoas da Morte.
Ifá acreditava que tudo na vida tinha solução. Sempre que lhe traziam um problema, ele se lembrava de alguma história antiga que ensinava como essa dificuldade fora resolvida - histórias vividas por personagens míticos como Xangô, o Trovão, Iansã, a Destemida, Iemanjá, o Mar, e Ogum, o Ferreiro, que não queria ser rei e que foi seduzido, mais de uma vez, por Oxum, a Bela.

O Chico é corajoso feito um leão e tem a imaginação do tamanho de sua juba! Ele é um grande inventor de xampus que pretende solucionar as incríveis reviravoltas de suas mechas. Essa não é uma tarefa fácil e Chico não poupará nenhuma de suas mirabolantes receitas. Seus esforços o levarão a incrível descoberta de que podemos brilhar sendo quem somos: o segredo é cuidar das raízes.

O livro "Cheirinho de neném" fala da emoção de se receber um novo irmãozinho. Ao contrário do ciúme, medo e insegurança que muitas crianças sentem quando chega o irmão e a irmã, para o personagem do livro o sentimento é de comemoração e alegria. É inspirado em Víctor, filho da autora, que aguardou ansiosamente o nascimento de sua irmã.

Todo dia, Joana toma café com bolo de fubá, pega a lata d?água e vai para a fila da bica. Até que um dia achou um bola de gude, que alumiava feito uma lua.

Neste conto infanto-juvenil, Nelson Saúte inspirou-se na história 'O homem chamado Namarasotha', contado a Elisa Fuchs por César Intupa.

José Eduardo Agualusa e António Ole, dois artistas angolanos, criam uma obra sobre a invenção do amor

Em uma aldeia do Zimbábue, o garoto Mizu aprendeu sobre a força da amizade e sobre o amor maior, aquele que nos faz imensos como o firmamento do céu e transforma a vida em uma fantástica história que merece ser contada.

O livro de Zacimba Gaba conta uma história real de uma negra, princesa e guerreira que não é acomodada e luta pela liberdade dos negros que se encontravam na condição de escravos.
Acho que isso pode elevar a autoestima das crianças por saberem que essas histórias realmente existiram".
Na cultura africana, a fala ganha força, forma e sentido, significado e orientação para a vida. A palavra é vida, é ação, é jeito de aprender e ensinar. O livro traz uma história de resistência, de lutas e a busca incessante por liberdade, valorizando o combate ao racismo e ao preconceito, e a valorização da história africana e afro-brasileira

Este livro divide-se em cinco capítulos contendo narrativas que visam a trazer ao público histórias que eram partilhadas por quem frequenta os lugares em que se cultuam os orixás. A leitura procura adentrar no universo de Olodunmaré, nos caminhos de Omulu, nas estratégias de Ogum e na generosidade de Oxóssi

Na linguagem secreta dos homens-leões e das mulheres-elefantes, as antigas sabedorias dos povos africanos vêm sendo contadas de boca em boca através de sucessivas gerações, ensinadas como lições de vida ou cantadas em praça pública pelos griots (músico e poeta da África Ocidental, que conserva e transmite a memória oral). As histórias que constituem a literatura oral das diversas nações africanas, guardadas no imaginário dos homens e mulheres, percorrem as diferentes paisagens que formam o continente.

O avô de Lucas morreu e o menino está triste e confuso. Converse com seu filho sobre o difícil assunto do luto enquanto Lucas fala de seus sentimentos com o papai e a mamãe.

O pé mais bonito do mundo; grande, gordinho, charmoso, cheiroso e cheio de histórias pra encantar."
É assim que a escritora Sonia Rosa, mãe apaixonada e orgulhosa define o pé do Igor, seu primogênito e personagem dessa história com jeito de poesia.

O Amigo do Rei conta a história da amizade entre o escravo Matias e Ioiô, filho do patrão. Ambientada há muito tempo atrás, quando no Brasil ainda existia a escravidão, um menino muito esperto dizia que seria rei. Matias era negro e morava na Senzala e nasceu na mesma época que Ioiô, menino branco da Casa Grande. Eles aprenderam a brincar juntos, mas na hora das brigas, adivinha quem tinha razão? Eles aprontam e deixam o pai de Ioiô furioso. Os garotos levaram aquela surra. Magoados, resolvem fugir pela mata, lugar de várias surpresas, onde sonhos de liberdade podem se tornar reais.

Quando o terrível Sumanguru poupou da morte o pequeno príncipe coxo, dizimando o resto do povo do Mali e instaurando um reinado de trevas, não podia imaginar que, anos mais tarde, aquela criança se tornaria um bravo guerreiro. O valente Sundiata será o único homem capaz de liderar um exército para enfrentar as forças do mal e erguer uma nação pacífica.
Uma adaptação do folclore africano sobre a fundação do Império do Mali.


Quando Deus criou o mundo Flora, o anjo encarregado de tudo, achou que estava tudo muito chato. Então, Deus resolveu melhorar as coisas, mas isso não era tão simples como parecia. Felizmente ele teve a ajuda de sua mulher, Irene Deus, seu secretário, Bruno, e, claro, Flora. Mas isso foi só o começo.
Esta é a história de uma antiga cantiga africana, uma africantiga, do povo que vive à beira do Rio Cassai, no coração da África.

A menina que bordava bilhetes tinha nome de flor. Os desenhos que bordava estampavam as cores, os cheiros, os sons, e a poesia que sã a imaginação pode criar. Para alegria geral, este vilarejo de fantasia recebia ainda um parque de diversões. A música, o colorido e a euforia inspiram multidão de homens, mulheres e crianças.

Desconectando frases e reinventando ditos populares, a autora diverte e se diverte. O jogo de esconde-esconde segue com adivinhas que não trazem respostas prontas, e ficam suspensas no ar, seguras apenas pelas reações do leitor...

Irmãs gêmeas podem ser idênticas a ponto de as pessoas acharem que uma é a outra e vice-versa. Na verdade, cada qual tem um gosto distinto e sente o mundo a seu modo. Porém, a fase adulta mostra caminhos diferentes para duas pessoas tão parecidas. Nem sempre o irmão é aquele com quem parecemos fisicamente. Ele pode ser encontrado num 'primo gêmeo', numa 'amiga gêmea' e em tantas outras almas.

Neguinho aí é metido e muito desinibido. Para viver no mundo de hoje, é assim que as crianças devem ser. Esta história em versos traz um personagem que pode estar em qualquer centro urbano das cidades em desenvolvimento no mundo: uma criança que, independentemente de sua cor, precisa estar sempre atenta para sobreviver. Junte-se a este Neguinho aqui e viva com ele as suas aventuras.

José de Seixas Magalhães era um comerciante pouco comum no Rio de Janeiro do século XIX. Dedicava-se à fabricação e comércio de malas e sacos de viagem na Rua Gonçalves Dias, no Centro, onde já utilizava os mais modernos recursos tecnológicos. Seixas possuía uma chácara no Leblon, onde cultivava flores com o auxílio de escravos fugidos. Ele ajudava os fugitivos e os escondia com a cumplicidade dos principais abolicionistas da capital do Império, muitos deles membros proeminentes da Confederação Abolicionista. A chácara de flores, a floricultura do Seixas, era conhecida abertamente como o 'quilombo Leblond', ou 'quilombo Le Bloon', então um remoto subúrbio à beira-mar. Era lá, exatamente, que o tal Seixas cultivava camélias, flor que se tornaria o símbolo por excelência do movimento abolicionista. Em cada página um pequeno glossário procura situar o leitor no devido período histórico, além de fornecer pequenas biografias de algumas personagens da época.

Encantada, Rosa Morena é uma menina com uma infência repleta de alegria e nergia.

Como ser feliz numa prisão? Para saber, só conhecendo o menino que aprisionou o pássaro-da-chuva.

Uma menina que mora na música, no mar, na comida da panela, nas flores e no coração dos apaixonados. Mas, às vezes, ela aparece tão de mansinho que tem gente que nem percebe e a deixa de lado.
Qual o nome dela? O primeiro livro da Coleção Amigo Oculto, agora com novas ilustrações. Um clássico para crianças de todas as idades.

Morrendo de rir' começa nos anos 1960, quando uma epidemia de riso toma conta da pequena Arusha, uma cidade ao norte da Tanzânia, na África. O surto começa com três alunas de um colégio que caem na gargalhada e atinge toda a população, numa onda incontrolável de risadas. Numa narrativa que acontece em camadas, revelando novos personagens e possibilidades a cada página, Luciana Savaget sugere que, mais importante que o fim de uma história, é o caminho que se faz para chegar até ele.

Tequinho é um menino de comunidade que tem orgulho de fazer parte de uma família de sambistas. A história de sua família está ligada a fundação de uma escola de samba do Rio de Janeiro. Desde pequeno ele convive com baianas, passistas, mestres-salas, porta-bandeiras, a velha guarda e ritmistas que visitam a casa de sua bisavó para saborear a deliciosa feijoada da escola. Em narrativa curta este livro conta como foi a fundação da 'Escola de Samba da Comunidade' para os pequenos leitores.

A menina Fatou adora ouvir as histórias que seu avô conta sobre a grande viagem que ele fez pela África. Ao ouvi-las, o leitor irá percorrer estradas, caminhar à sombra das florestas, passar pelos mercados e descobrir uma África plena de cores. Com um itinerário que cobre dezesseis países - Senegal, Mali, Burkina Fasso, Guiné, Costa do Marfm, Gana, Benin, Nigéria, Chade, Etiópia, República CentroAfricana, Camarões, República Democrática do Congo, Zâmbia, República do Congo e África do Sul -, este livro apresenta uma visão sensível e artística da África.

Este álbum ilustrado, próprio para estimular a curiosidade e a leitura autônoma da criança em fase de alfabetização, traz vários versos de cantigas de capoeira e, no final, apresenta a história do surgimento e da difusão da luta afro-brasileira. No ritmo da poesia popular e no traço de Mariana Massarani, vibram as cores, a energia da luta e o toque mágico dos berimbaus.

A obra apresenta outro olhar sobre o continente africano que, muitas vezes, é mostrado simplesmente como lugar de escassez e miséria. O autor nos apresenta as grandezas desse continente – seus rios e savanas, seus ricos minerais etc – nos fazendo contemplar as belezas da Mãe África.
